O celular começou a vibrar pela terceira vez, sobre a mesinha de centro, com o toque insistente que parecia me atravessar a pele. A tela se acendia como um farol, mas eu hesitava em pegá-lo. Sabia que bastava deslizar o dedo e a voz dele me alcançaria — rouca, baixa, tão conhecida, tão recente. Mas ainda assim… eu não me movia.
Na segunda vez que o telefone tocou, fechei os olhos com força, como se isso pudesse me proteger de algo que eu não estava pronta para lidar. Mas na terceira, cedi.