Isadora
O som da água se torna quase um fantasma para mim. Ele está ali, persistente, mas não importa o quanto eu avance, nunca parece chegar mais perto. Cada passo é uma luta; meus pés doem, os tornozelos latejam, e cada respiração arranca do meu peito um ar mais pesado, como se a floresta sugasse as minhas forças pouco a pouco. Mesmo assim, eu sigo. Não posso parar. Não agora.
As árvores são altas, de troncos grossos, e as copas se fecham sobre mim, deixando apenas filetes de luz do am