Isadora
A respiração de Kaisen era curta, ofegante, como se cada inspiração pesasse mais do que deveria. No breu da mata, eu só conseguia ver os contornos do rosto dele quando a lua ousava atravessar a copa fechada das árvores. Estávamos encolhidos atrás de uma moita, os galhos grossos e úmidos arranhando meus braços, e o cheiro de terra molhada invadia minhas narinas, misturado ao gosto metálico do medo que não desgrudava da minha boca.
Por alguns instantes, não havia som algum além do n