ARTHUR
O som do cristal se estilhaçando contra a parede do meu escritório foi o único alívio momentâneo para a fúria que rugia no meu peito. Eu queria destruir tudo. Queria voar para Londres e caçar Jurandir com minhas próprias mãos até que não restasse nada daquele verme. Saber que ele estava respirando o mesmo ar que a Maya, que ele ousou sorrir para ela, era como ter brasas acesas sob a minha pele.
Peguei o celular e disquei para Vincent. Ele atendeu no segundo toque, mas o fundo era preench