DELEGADO RIBEIRO
O motor do sedã cinza descaracterizado roncava baixo enquanto cruzávamos as últimas avenidas em direção à zona norte. No banco do carona, o agente Silva mantinha o tablet tático aceso, monitorando o sinal intermitente que o banco de Zurique havia nos fornecido através do link de IP. Atrás, o agente Santos revisava o ferrolho de seu fuzil, um som metálico e seco que, para homens da minha divisão, funcionava como o tique-taque real de um relógio.
Eram 16h48. O céu sobre a colina