HEITOR VALENTE
O visor digital do meu celular brilhava na escuridão parcial da sala, marcando exatamente 16h58. Dois minutos. Apenas alguns segundos me separavam do triunfo absoluto sobre a arrogância patética do meu próprio sangue. Vinte milhões de dólares estavam flutuando nos canais de alta prioridade institucional para Zurique, prestes a se consolidarem como a minha passagem definitiva para fora deste país de amadores. Eu conseguia sentir o gosto da vitória misturado ao cheiro do charuto ap