MAYA
O motor do carro luxuoso ronronou suavemente quando paramos em frente ao prédio. Anna não se deu ao trabalho de descer. Ela apenas ajeitou os óculos escuros, conferindo o reflexo no retrovisor com uma indiferença que me causava calafrios.
— Estamos entendidas, Maya — ela disse, sem sequer olhar para mim. — Comporte-se. Londres é uma cidade grande, mas o meu alcance é maior. Não tente nenhuma gracinha, ou o castelo de cartas que você está tentando proteger vai desmoronar antes mesmo de você