MAYA
A água quente caía sobre meus ombros, mas não conseguia levar embora a tensão que parecia ter se instalado na minha medula. Encostei a cabeça no azulejo frio e fechei os olhos. As palavras de Gisele ecoavam entre o som das gotas batendo no chão: “O Arthur precisa de você tanto quanto você precisa dele”.
Eu pensava em tudo o que aconteceu nos últimos dias. Arthur estava sacrificando o próprio pai, destruindo o legado da família Valente, apenas para desenterrar a verdade sobre o meu pai. E