Mundo de ficçãoIniciar sessãoElisa Caccini sempre acreditou que o poder era sua maior força. CEO de uma multinacional, inteligente, rica e temida, ela construiu um império e uma vida aparentemente perfeita. Até descobrir que seu marido a traía. A traição destrói tudo o que Elisa acreditava controlar e transforma sua vida em um verdadeiro campo de batalha. Determinada a reerguer seu império e recuperar o controle, ela jamais imaginou que precisaria confiar justamente em um completo desconhecido. Ramón Martin, um misterioso porto-riquenho de passado obscuro, surge quando ela menos espera. Dono de um charme irresistível e de segredos perigosos, ele desperta em Elisa uma atração tão intensa quanto proibida. Quanto mais ela tenta afastá-lo, mais o destino insiste em uni-los. Entre vingança, ambição, desejo e verdades capazes de mudar tudo, Elisa descobrirá que algumas chamas não podem ser apagadas... e que o amor pode nascer justamente das cinzas da maior de suas dores. Fuego – Chamas do Destino é um romance intenso, sensual e repleto de reviravoltas, onde paixão e poder caminham lado a lado, e cada segredo pode custar muito mais do que um coração partido.
Ler maisVocê conhece a sensação indescritível de abrir os olhos e ser abraçada pela luz do sol através das enormes janelas de vidro do seu quarto? Sabe a sensação de ter cada minuto do seu dia programado e ter controle das ações de todos ao seu redor? Provavelmente não. Mas eu conhecia.
Então mais uma vez, eu estava de olhos bem abertos na minha sala de jantar, em uma bela manhã e me preparando para mais um dia corrido, mas extremamente produtivo. — Deseja mais alguma coisa, senhora Caccini? – minha empregada perguntou enquanto terminava de montar a mesa. — Não, obrigada. – Eu a dispensei e fiquei sozinha novamente. Eu adorava a tranquilidade daquelas manhãs. Adorava me sentar sozinha e curtir a minha própria companhia. Gostava daquele tipo de solidão, ao menos por uns pequenos instantes. — Bom dia, gatinha. – a voz masculina e rotineira quebrou o meu silêncio. – Como você está hoje? – ele depositou um beijo em minha bochecha e se sentou ao meu lado na mesa. — Mais um dia incrível para ser eu. – Respondi e dei um pequeno sorriso. Meu marido revirou os olhos e sorriu de volta para mim. Ficamos em silêncio e tomamos nosso café. Anderson e eu éramos casados há dois anos. Nos conhecemos em uma reunião dos maiores CEO's da minha organização, bem, na verdade, eu era a CEO e o Anderson era apenas o mediador de nossas negociações. Mas ele tinha um ar quente que me chamou atenção durante a reunião inteira, e eu não era o tipo de mulher que negava os meus desejos e reais intenções, então eu o convidei para sair e nós dois saímos todos os dias durante os três primeiros meses, e logo em seguida, moramos juntos. Ele era inteligente, me tratava bem e fazia um sexo digno de adoração. E isso era suficiente para mim. — Então, o que faremos amanhã? – eu mordi o lábio enquanto me levantava da mesa e parava em frente a ele. Anderson levantou os olhos claros para mim e arqueou a sobrancelha, parecia confuso por um instante e eu sorri. — Nosso aniversário de casamento. – Eu respondi. – Eu indico uma reserva naquele restaurante italiano onde nós tivemos nosso primeiro encontro. Anderson abriu um sorriso de lado e assentiu lentamente. — A Itália não sai mesmo de você, Elisa. – Ele comentou. — É o meu crime. – Eu sorri e me abaixei para sussurrar em seu ouvido. – Mas você sabe exatamente o que não sai de mim. E não é a Itália. Deslizei a mão sobre o peito nu do meu marido até chegar na parte que eu era extremamente viciada e pegar com força. Anderson gemeu. Eu sorri. — Te vejo mais tarde. – Dei um beijo rápido em seus lábios e me afastei. Atravessei as portas da minha casa e o meu motorista já me esperava com a porta do carro aberta. — Bom dia, senhora Caccini. — Bom dia. – Baixei os óculos escuros e entrei no carro. Acessei os meus emails da noite anterior e fiz algumas anotações para enviar a minha assistente porque aquele dia iria ser longo o suficiente para eu lidar com mais problemas das filiais de minha empresa. Estávamos na época de lançamento de uma nova linha de peças íntimas e o trabalho que tudo aquilo causava a Caccini's Style era sobrenatural, mas eu era o tipo de líder destemida e apesar da confusão que tudo aquilo causava, as minhas boas ideias e atos destemidos sempre se sobressaiam. E não, eu não precisava ser modesta nessa área da minha vida. Eu me esforcei muito, foquei no meu trabalho e cada conquista que eu obtive me transformou em uma mulher ainda mais foda. Em uma estilista, designer de moda, administradora e dona de mais diversas lojas de roupas ao redor do país, com os meus próprios modelos e fotógrafos. Então, sim, é sempre um belo dia para ser Elisa Caccini. Logo que entrei na empresa e sai através das portas daquele elevador, minha assistente veio correndo e me entregou o meu espresso panna diário. — Bom dia, senhora Caccini. A sua reunião com os administradores das futuras startups começará em três minutos na sala de reunião do sexto andar. Todos os envolvidos já estão presentes. — Certo. Mais alguma coisa que eu preciso saber? – perguntei enquanto continuava a andar em frente. — Nada urgente. Assim que terminar a reunião estarei por perto para relembrar. – Ela assentiu com força. – Aqui estão os documentos necessários para reunião de hoje, com as anotações que me enviou pelo e-mail. — Bom trabalho, Rayssa. – A dispensei. Encarei o meu reflexo nas paredes de vidro da minha sala. O cabelo cacheado e escuro bem alinhado, a saia lápis escura destacando a minha silhueta através da blusa de seda branca também. Os saltos altos e finos em meus pés e o inseparável batom vermelho em meus lábios. Sorri para minha própria imagem no espelho e eu estava pronta. Era um incrível dia para ser Elisa Caccini.Notei o olhar sombrio e enfurecido de Anderson ao me encarar, percebi quando ele cerrou os punhos e eu levantei o queixo. O desafiando.— Isso só prova que nós dois nunca conseguiríamos ser os mesmos. – Eu conclui. – Agora sai da minha casa.— Você é uma puta doente! – Anderson explodiu e eu engoli em seco. – Você não consegue ficar um único dia sem transar e precisar ir dar a qualquer pessoa que encontra? Você é uma filha da puta ninfomaníaca.Percebi todo o show desesperado de Anderson, me apresentando de verdade a pessoa que ele era. E ele não tinha absolutamente nada a ver com o homem que eu me apaixonei. Ele parecia asqueroso, incapaz de controlar sua emoção forçada e a masculinidade frágil.— Eu dei o meu melhor para você. Fazendo você gozar todas as noites e olha o que você me entrega. – Ele abriu os braços e senti ódio correndo em minha veia. – Você me dá nojo.Soltei uma risada porque, bem... Tudo era cômico demais. Eu já havia deixado claro que o nosso relacionamento ha
Chegar em casa e saber que tudo havia mudado era uma das piores sensações. Saber que você perdeu alguém e ter que dizer um novo adeus. Ter que apagar cada pequeno detalhe dos seus últimos dias, criar novas rotinas, ter que conhecer desconhecidos... Isso era exaustivo.Enquanto subia as escadas da minha grande e solitária casa, eu evitava pensar nos últimos acontecimentos e focar apenas em vencer aqueles degraus que me parecia um desafio amargo devido as dores em minhas pernas. Eu poderia muito bem subir através do elevador, mas eu queria sentir aquela dor, porque ela me lembrava que eu ainda estava viva.Não importava quantas pessoas saíssem e entrassem na minha vida, elas nunca seriam capazes de levar o melhor de mim. Por mais que por longos meses, eu não me reencontrasse e ficasse perdida, eu sabia como voltar de volta para mim. Aliás, no final de tudo, só restaria eu e eu mesma. E era assim que o mundo funcionava.A luz do meu quarto continuava acesa, notei através do corredor i
Vi algo sombrio nos olhos de Ramón, uma crescente onda de algo que não pude decifrar. Seus lábios estavam entreabertos, pequenas gotículas de suor em sua testa e tudo que ele fez foi me encarar com intensidade. Senti o meu coração acelerando, o desejo explodindo em cada célula do meu ser e eu poderia me derreter em mil pedaços só com aquele olhar, só com a sua mandíbula trincada do jeito que estava. Mas não foi apenas isso que ele fez.Ele me puxou firme e me colocou deitada abaixo dele em um curto intervalo de meio segundo. Levou sua mão até o meu pescoço, fechando os seus dedos com pressão, passou a língua sobre os meus seios e pescoço e sem que eu esperasse, ele entrou dentro de mim. Meu gemido foi abafado pela sua mão ainda presa ao meu pescoço. Meu cabelo caía sobre os meus olhos enquanto ele continuava dentro de mim, seguindo um ritmo lento e depois rápido que poderia me matar. Abri os meus olhos para o encarar e ele estava acima de mim, sorrindo, lindo como o diabo.Eu poderi
Venci os últimos degraus do andar de cima daquele estabelecimento e logo em minha frente, no corredor vazio e escuro, uma porta entreaberta esperava por mim. Por nós dois.— Como sabia desse lugar? – Ramón perguntou assim que fechou a porta atrás de si.— Sou uma das investidoras. – Pisquei o olho para ele e fiz menção de tirar os meus saltos vermelhos, quando ele me pediu para parar.— Não. – Ramón sorriu lentamente. – Quero que fique com eles.Disfarcei um sorriso coberto de promessas sacanas e joguei minha bolsa do outro lado do quarto.— Mais alguma coisa? – quis saber, lhe dando ao menos um pouco de poder.— Só isso. – Ele falou baixinho e o tom rouco da sua voz revirou minhas estruturas. – Você?— Apenas o básico... – eu dei a volta no quarto, só para parar do seu lado e sussurrar em seu ouvido. – Se isso sair daqui, você será demitido e eu faço questão de não deixar você ser aceito em nenhuma empresa deste país.Ramón soltou uma risada que queimou a pele do meu pescoço





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