MAYA
O feixe de sol que escapava pela fresta da cortina de linho desenhava uma linha dourada sobre o lençol. Preguiçosamente, estiquei os braços, sentindo o perfume suave de lavanda misturado ao cheiro da madeira da nossa cama. Por um momento, meu corpo tencionou por puro instinto, aquele alarme automático de mãe que me dizia que eu deveria acordar ao menor sinal de choro. Mas o silêncio que reinava no quarto dos bebês vindo da babá eletrônica era absoluto, uma paz quase inacreditável para uma