ARTHUR VALENTE
A porta do jardim se fechou com um estrondo surdo, deixando-me sozinho com o silêncio acusador da lua. As últimas palavras de Maya — “o homem com quem eu me casei... ele acabou de morrer nesta festa” — ressoavam nos meus ouvidos como o disparo de uma execução. Eu sentia um vazio que nem todo o ouro do mundo jamais preencheria. Mas o choque durou apenas o tempo de uma respiração. O instinto de proteção, aquele que ela tanto desprezava agora, assumiu o comando.
Eu não ia deixá-la s