ARTHUR VALENTE
As palavras de Maya não foram um sussurro; foram um veredito. Ela estava ali, de pé no centro daquela sala minúscula, com o rosto manchado de lágrimas e os punhos cerrados, parecendo uma sobrevivente prestes a enfrentar um furacão.
Antes que a lógica pudesse me deter, eu dei um passo à frente. Envolvi-a em um abraço, puxando-a contra o meu peito. Senti o corpo dela tensionar instantaneamente, a respiração presa na garganta, mas não recuei. Eu precisava que ela sentisse, nem que f