MAYA
O mundo ao meu redor parecia ter entrado em um modo de câmera lenta, onde cada som era amplificado e cada olhar pesava como chumbo. As palavras de Heitor Valente — "Você finalmente voltou para casa" — ainda ricocheteavam nas paredes de mármore do salão, estilhaçando a última ilusão de segurança que eu tinha.
Eu sentia o sangue fugir do meu rosto, mas, por algum milagre do instinto de sobrevivência, minhas pernas não fraquejaram. Eu não daria a essa plateia de abutres vestidos de seda o esp