Às 20h em ponto, como um relógio suíço, bateram na porta.
Malu parou. Congelou.
Por um segundo, pensou seriamente em fingir que não estava ali, mas suas pernas se moveram sozinhas até a porta.
Ela respirou fundo e abriu a porta tentando manter a expressão neutra, mesmo que o coração estivesse dançando lambada dentro do peito.
E lá estava Cassio.
Parado na porta, camisa branca dobrada nos antebraços, cabelo impecável, duas taças penduradas pelos dedos e uma garrafa de champanhe francês na outra mão.
Ele sorriu com aquele ar de “eu sei exatamente o efeito que tenho”.
— Boa noite, vizinha.
Malu ergueu uma sobrancelha.
— O que você tá fazendo…?
Cassio ergueu as taças devagar, teatral.
— O combinado. Não vai me convidar pra entrar?
Ela cruzou os braços, mantendo a porta só pela metade.
— Ainda não sei se é seguro. Da última vez que ficamos sozinhos eu acordei seminua.
Cassio abriu um sorriso perigoso.
Devagar, levantou o olhar para ela, subindo dos tornozelos a