O elevador ainda nem tinha terminado de abrir por completo quando Cassio inclinou levemente a cabeça, analisando Malu como quem acaba de encontrar uma coincidência boa demais para desperdiçar.
O sorriso dele veio lento, travesso, com aquela confiança irritante que parecia vir instalada de fábrica.
— Está me seguindo? — ele provocou, inclinando levemente a cabeça, como quem saboreia a pergunta.
Malu arfou, indignada.
— Claro que não! — Malu rebateu na hora. — Você é que tá! O que você tá fazendo aqui?
Cassio deu um passo pra fora do elevador, como se estivesse entrando no próprio território.
— Eu moro aqui.
As portas se fecharam atrás dele com um ding suave, deixando-a ali, paralisada, segurando as malas como se fossem escudos contra a informação absurda que tinha acabado de receber.
Ela piscou.
Cassio continuou olhando para ela, divertido, os olhos descendo até as malas enormes ao lado dela.
— Está de mudança? — ele perguntou, com aquela naturalidade que deixava ela inquieta. — Vejo q