A manhã amanheceu silenciosa, como se o mundo inteiro tivesse decidido cochilar um pouco mais.
Do lado de fora, o orvalho ainda cobria as folhas e o ar trazia aquele cheiro de terra úmida que sempre fazia Camila lembrar da infância.
Ela estava sentada na varanda, o bebê adormecido no colo, observando o vapor do café que subia devagar da caneca apoiada no braço da cadeira.
Havia aprendido que a solidão tinha sons.
O farfalhar das árvores, o estalar da madeira na casa antiga, o respirar calmo da