O silêncio da casa naquela manhã não era de paz. Era de espera.
Camila estava sentada à mesa da cozinha, os dedos envolvendo uma xícara de chá que já não fumegava. O olhar estava perdido, mas a mente trabalhava sem descanso. Desde a noite anterior, a sensação era a mesma: algo estava prestes a se romper — e não havia mais como adiar.
No quarto ao lado, o choro suave de um dos bebês ecoou. Camila se levantou de imediato, num reflexo instintivo. Ao pegá-lo nos braços, sentiu o peso real daquilo q