O carro derrapou ligeiramente quando Ricardo virou para a estrada secundária que levava à pequena clínica.
As mãos dele tremiam no volante, mas os olhos… os olhos estavam firmes como ferro. Ele não podia parar. Não agora. Não quando Camila estava literalmente entre a vida e o milagre.
— AGUENTA, CAMILA! — ele gritou, sentindo a voz falhar.
No banco de trás, Camila segurava a barriga com as duas mãos. O rosto estava pálido, os lábios tremendo, o suor escorrendo pela testa. Ela arfava como se o ar fosse uma moeda rara que o mundo estava roubando dela.
— Ricardo… — sua voz era um fio. — Tá… tá queimando… eu… não tô conseguindo…
Outra contração violenta tomou o corpo dela.
Camila gritou — e Ricardo quase perdeu o controle.
— Respira comigo, meu amor. A gente já tá chegando. EU TÔ COM VOCÊ!
Caio virou-se no banco, tentando ajudar como podia.
Ele enxugou o rosto dela, segurou sua mão, tentou transmitir alguma coisa parecida com calma.
— cês dois vão sair dessa — Caio disse, apesar da voz tr