Mundo ficciónIniciar sesiónEnquanto subiamos as escadas, Bonie ainda tentou olhar para trás. Ela estava intrigada e curiosa. Ela o havia achado irresistivelmente charmoso e homens mais velhos era o seu fraco.
— Quem é ele, afinal? Ele disse ser o pai de seu patrão, porque toda essa tensão amiga? Hesitei um tempo antes de responder. — Ele é alguém que destrói tudo o que toca. – Disse finalmente. - Alguém que quero manter bem longe de você, só confia em mim, por favor! Você sabe que nunca menti pra você. Nunca! Ela assentiu com a cabeça mesmo sem compreender completamente porque a amiga estava daquele jeito. Lá embaixo, Victor observava o teto como se pudesse ver através dele. Certamente estava... ouvindo tudo. — Você está cometendo o mesmo erro de antes — disse Victor, em voz contida, sabendo que Alexander ouvia. — Acreditando que seu amor é capaz de protege-la, não pode. Alexander cerrou os punhos. O rancor que sentia pelo pai não vinha apenas do passado, vinha do medo. Porque, no fundo, ele temia que Victor estivesse certo. Só ele sabia o quão difícil era viver lutando contra sua própria natureza. E a presença de Victor era como um ruído constante sob a mente de Alexander arrancando sua paz e felidade e o lembrando constantemente do seu lado, que ele religiosamente tentava manter oculto. Mesmo quando o pai não estava no mesmo cômodo, sua existência contaminava o ar, tornava os corredores da mansão estreitos demais, a noite longa demais. Associados a Lembranças de um passado sombrio — não da fome em si, mas a lembrança dela. A lembrança de quem ele poderia ser se deixasse de lutar e permitesse que Victor dominasse sua mente. Mais tarde Alexander caminhava de um lado a outro do escritório, os sentidos atentos a cada som. O riso de Victor mais cedo, a forma como ele se inclinara em direção a Laurie, como se o mundo inteiro lhe devesse intimidade. Aquilo corroía Alexander por dentro. Ele não conseguia relaxar. - Protegê-la era mais do que um impulso. Era necessidade - pensou ele em voz alta. Quando o relógio marcou quase meia-noite, Alexander não resistiu. Subiu as escadas em silêncio, como fazia há muitos séculos, e parou diante da porta de Laurie. Precisava vê-la, ter certeza de que estava bem e segura. Bateu de leve na porta — um gesto quase humano. — Laurie… sou eu. — A voz saiu baixa. Controlada demais. A porta se abriu, revelando-a com os cabelos soltos, uma camisola de cetim transparente o suficiente para revelar o desenho do seu corpo delineado, o que o deixou desconcertadamente atraído. Mas seu rosto ainda carregava traços de tensão que o impulsionaram a perguntar: — Está tudo bem? — Meu pai… ele não voltou a rondar por aqui? Eu neguei com a cabeça. — Não. Mas confesso que… não consegui relaxar desde que ele chegou. Alexander respirou fundo. O cheiro dela — quente, vivo — o envolveu como um chamado perigoso. — Eu precisava ter certeza... — disse ele, entrando após eu fazer um gesto para ele entrar — De que você estava segura. A porta se fechou atrás de nós com um clique suave. Por um instante, ficamos apenas nos olhando. O silêncio entre nós era carregado de coisas não ditas, de medo e desejo misturados. Eu fui a primeira a me aproximar, tocando-lhe o braço. — Quando você fica assim… tenso… — murmurei — parece que está lutando contra algo muito maior do que nós dois. Alexander fechou os olhos por um segundo. Ela não fazia ideia do quanto estava certa. — Estou — confessou ele. — E esta noite… está mais difícil do que você poderia imaginar. Ele me puxou para perto com cuidado, como se qualquer movimento brusco pudesse quebrar algo precioso, mas ao mesmo tempo seu toque trazia a firmeza de quem domina, de quem sabe que é dono e apenas toma o que é seu. Quando nossos corpos se encontraram, o mundo pareceu encolher. Meu coração batia forte contra o peito dele, um som que ecoava direto em seus instintos mais primitivos, o chamando para mais. Cada pulsar era um convite. Cada veia sob a minha pele parecia brilhar aos olhos dele como linhas de luz, mapas guiando para a fonte do desejo. Alexander gemeu baixo, enterrando o rosto em meu pescoço, inspirando profundamente. Seu corpo reagiu antes da razão. A fome despertou, quente e urgente, misturando-se ao desejo. Suas presas pressionaram o interior do lábio, implorando por liberdade. — Alexander… — Sussurrei, sentindo o temor e tremor que o atravessava. Ele se afastou apenas o suficiente para me encarar, os olhos escurecidos, quase prateados. Era algo sobrenatural, mas não me assustava. — Se eu perder o controle… — a voz saiu rouca — não quero que você tenha medo de mim. Levei a mão ao rosto dele firme e ao mesmo tempo carinhosa. — Eu confio em você. - Sussurrei. - Não tenho medo. Aquelas palavras foram a âncora. Tudo o que ele precisava ouvir. Alexander me beijou então — intenso e profundo — como se naquele contato estivesse a própria salvação. O beijo não era apenas desejo: era contenção, promessa, luta. Suas mãos percorriam o meu corpo com reverência e desejo, enquanto cada batida do meu coração martelava em seus sentidos, testando seus limites mais ocultos. O vampiro nele queria mais, queria a vida pulsando em mim. Queria tudo. Mas o homem — o que ele escolhera ser — Estava vencendo. Alexander encostou a testa na minha, respirando com dificuldade, o corpo ainda vibrando. — Você é tudo o que me impede de me tornar como ele — confessou. — E o que me faz continuar lutando. Por você, por Luna vale a pena ser melhor. O abracei, sentindo o perigo e o amor coexistirem no mesmo espaço. Naquela noite, enquanto a lua observava em silêncio, ele entendeu me amar ia além do desejo significava escolher, a cada segundo, não me machucar. Mesmo quando o monstro dentro dele gritava para ser livre.






