Eu aprendi, naquele silêncio compartilhado, que permanecer também é uma escolha ativa. Não significa não fazer nada, ficar parado.
Não era inércia. Não era medo de partir. Era decisão consciente de ficar um pouco mais, observar, sentir, deixar que o novo mundo respirasse sem a ansiedade de quem espera que algo dê errado a qualquer instante. Permanecer, descobri, podia ser um gesto de confiança.
Luna dormia encostada em mim, o corpo pequeno relaxado de um jeito que eu quase tinha esquecido que