Na manhã que se seguiu não havia sol suficiente para aquecer a mansão, mas também não existia a frieza habitual das manhãs ali. Era como se a casa estivesse… curiosa. Observando. Notei isso enquanto descia as escadas, ainda com a sensação do beijo gravada na pele, como um selo invisível, era como se eu pudesse flutuar.Luna já esperava na mesa do café, balançando os pezinhos pequenos, perfeitamente comportada.— Bom dia, Laurie — disse ela, com a doçura de um anjo de vitral.Sorri, surpresa com a intimidade natural que ela demonstrava comigo. — Bom dia, meu anjo. Dormiu bem? - respondi ternamente. Luna assentiu com a cabeça e empurrou para mim um guardanapo dobrado com extremo cuidado. Dentro, havia um desenho: três figuras de mãos dadas. Me reconheci entre as figuras presentes, reconheci Alexander e ela no meio de nós dois, sorrindo contentemente.— Somos uma família agora — afirmou, com a certeza desconcertante de quem não precisa pedir permissão ao destino.Sorri, sentindo meu pe
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