Quando Alexander voltou a me beijar, não houve mais espaço para contenção. O toque de seus lábios nos meus carregava algo além do desejo — havia reverência, fome e medo misturados. Ele me conduziu até a cama como quem teme quebrar algo sagrado, como se cada passo fosse uma promessa silenciosa de cuidado. Ainda assim, o desejo já pulsava forte demais para ser negado. O meu corpo respondia ao dele com uma entrega natural, e isso o incendiava por dentro.
Ele sentiu a minha pele sob suas mãos, quente, macia e viva alimentando o fogo do desejo. As curvas do meu corpo pareciam feitas para despertar tudo o que ele tentava controlar. O modo como eu me arqueava ao toque dele, como meus dedos se fechavam em sua camisa, como minha respiração se tornava irregular — tudo aquilo o excitava de uma forma quase dolorosa. Era uma atração física tão intensa, misturada com um reconhecimento. Como se cada centímetro meu tivesse sido gravado nele muito antes daquela noite.
Quando finalmente nos unimos, Ale