Eu sempre imaginei que, quando atravessássemos para o outro lado, haveria algum tipo de impacto. Um clarão. Um som grave rasgando o ar. Uma sensação de deslocamento violento.
Mas não houve nada disso
O novo espaço nos recebeu como quem abre uma porta já esperada.
Eu ainda segurava a mão de Luna, mas ela caminhava sozinha agora.
E isso, por si só, já era uma vitória.
— É bonito — ela disse, olhando em volta.
Era. E não era.
Bonito como algo recém-criado, ainda sem marcas. Ainda sem