Narrado por Bruna
A cidade parecia mais silenciosa naquela manhã. Talvez fosse o efeito do sol filtrando suave pelas janelas do carro, ou talvez fosse só meu coração tentando manter a calma. Eu encarava a rua pela janela, o som do motor baixo, as mãos de Caio firmes no volante. Ele dirigia tranquilo, mas de vez em quando me lançava olhares de cuidado. E isso bastava.
Era estranho como mesmo depois de tudo o que aconteceu — ou talvez por causa disso — eu me sentia mais leve. Como se ter contado