— Capítulo 18 —
A manhã seguinte nasceu clara em Florença. O sol atravessava as cortinas da casa Altoviti com uma serenidade enganosa. À mesa do desjejum, o silêncio era mais denso que o habitual. Arthur não abriu o jornal como de costume; limitava-se a girar devagar o relógio de bolso entre os dedos, como se o tique-taque que soava fosse o compasso de seus pensamentos.
Giovanna notou a diferença.
— Está mais recolhido hoje, meu senhor — comentou, ajeitando uma fruta no prato, o olhar atento. —