No horário combinado, Eliza estava lá.
No Porto, sozinha. Sem nenhum segurança, sem sua assistente. Apenas ela e isso dizia muito mais do que qualquer discurso.
Usava um sobretudo branco que ia até os joelhos, deixando apenas as pernas à mostra. Saltos prateados brilhavam sob a luz dos postes, e por um segundo eu perdi o fôlego. Mesmo coberta, ela irradiava algo que nenhuma mulher jamais teve: presença.
Me aproximei devagar, temendo que qualquer movimento impensado a fizesse virar as costas.
Se