Amelie se afastou da porta, permitindo minha entrada, e dei alguns passos hesitantes pelo apartamento. O ambiente era pequeno, os móveis simples, sem nenhum luxo ou cuidado estético um contraste gritante com tudo que eu sempre conhecera. Um aperto estranho se formou no meu peito.
Meu olhar percorreu cada detalhe: a mesa gasta, os livros empilhados num canto, uma cortina fina demais para bloquear a claridade. Era um espaço de sobrevivência, não de conforto.
— Você não pode pagar um lugar melho