A dor latejava no meu ombro, consequência do ataque brutal durante o apagão no baile de máscaras. O som de vidros quebrando, gritos e passos apressados ainda ressoavam na minha cabeça, como ecos de um pesadelo que eu não tinha tempo para processar. O cheiro de fumaça misturado ao de bebida derramada se espalhava pelo ar sufocante.
Ao meu lado, a modelo que me acompanhava foi rapidamente retirada pela equipe da agência. Ela não fazia parte disso — nunca fez. Estava ali porque alguém a contratou