Precisei de alguns minutos no banheiro. Não para chorar isso, definitivamente, não.
Mas para respirar.
Retocar a maquiagem diante do espelho foi só um pretexto. O corretivo leve sob os olhos, o batom vermelho reaplicado com precisão, os dedos molhados com água fria repousando por alguns segundos sobre a nuca. Um ritual silencioso para me lembrar de quem eu era.
De onde eu estava. E de tudo o que não podia me permitir sentir.
Mas as palavras dele ainda estavam ali.
“Eu te amo. Volta pra mim