Acordei com uma dor latejante na cabeça, como se o peso do mundo inteiro estivesse sobre ela. A luz que entrava pelas frestas da cortina parecia mil vezes mais clara do que deveria ser — e cada centímetro do meu corpo parecia pesado, estranho, como se eu estivesse flutuando numa névoa densa.
Sentei na cama devagar, tentando me situar. Foi quando senti: o cheiro inconfundível dele.
Aquele perfume amadeirado, discreto, inegavelmente masculino. O tipo de aroma que grudava na pele, na memória…