A manhã em Nova Iorque estava fria, e o vidro panorâmico do meu escritório refletia a cidade em tons metálicos. Eu ainda segurava uma caneta quando ouvi a porta se abrir.
Meu pai entrou sem anunciar, como sempre fazia, com aquele passo firme e olhar que parecia medir tudo ao redor inclusive a mim.
— Bom dia, Eliza. — disse, ajeitando o relógio no pulso. — Soube que a conferência em Genebra foi um sucesso.
Assenti, sem interromper o movimento da caneta.
— Foi, sim. A Crown se destacou.
— Eu ima