Amélia
Amélia acordou com o corpo pesado, como se mil pedras estivessem empilhadas sobre seus ossos. Cada músculo latejava de exaustão, e os olhos ardiam ao abrirem para o teto escuro daquele quarto que ela já conhecia como se fosse sua cela.
O mesmo teto. As mesmas paredes frias. A mesma cama arrumada por mãos que não eram as dela.
Ele queria fazer ela pensar que era confortável, como se tivesse na sua casa, mas tudo que Amélia via era triste e solidão.
E o mesmo silêncio aterrador.
Ela vir