Laís
A casa parecia maior desde que Amélia sumira. O vazio que ela deixava ecoava nos detalhes: a caneca esquecida na cozinha, o casaco pendurado atrás da porta, as risadas que não voltaram a preencher os cômodos. Laís andava silenciosa pelos corredores, sentindo um nó constante na garganta. Mesmo quando tentava se ocupar, o nome de Amélia estava sempre na ponta da língua e a imagem dela, na mente.
Ela era mais que amiga, era irmã de alma.
Laís passava horas revisando papéis, áudios, arquivos