Maxin Sokolov
O silêncio no carro era denso como fumaça. Amélia observava a cidade pela janela, os olhos inchados de tanto chorar. Já não sabia se tremia pelo frio do ar-condicionado ou pelo medo que carregava no peito.
Maxin dirigia com uma calma assustadora. O maxilar contraído, os olhos fixos na estrada. Por fora, era o retrato do autocontrole. Por dentro, um vulcão prestes a explodir.
Eles haviam tentado sequestrar Amélia. Encostar nela. Levá-la. Machucá-la.
Isso era imperdoável.
Agora el