Amélia
A noite estava silenciosa, abafada. Amélia tentava dormir, mas seu corpo rejeitava o descanso. O bebê mexia em seu ventre como se também sentisse a inquietação dela. O ar do quarto parecia mais denso do que nunca. Talvez fosse o cheiro das flores colocadas por Sergei — ele enchia o ambiente com perfumes doces, tentando criar uma ilusão de segurança e carinho. Mas tudo ali era artificial, sufocante.
Uma prisão bonita, tudo que Amélia pensar é voltar para a sua casa.
Ela fechou os olhos,