Amélia
O céu de Moscou amanhecia acinzentado quando Amélia entrou no carro, as malas no porta-malas e o coração apertado no peito. Não houve despedidas. Maxin não tentou impedi-la. Não houve súplicas, apenas o silêncio doloroso entre dois amantes feridos demais para encontrar palavras.
No reflexo da janela do carro, ela viu o vulto de Maxin parado na varanda da mansão, imóvel. Ele parecia uma estátua feita de gelo — duro por fora, derretendo por dentro. Mas nem isso foi o suficiente para fazê-