A fuga da mansão no Morumbi foi uma corrida cega pela escuridão. Marina dirigia, as mãos brancas agarradas ao volante, os olhos fixos na estrada, mas a mente ainda presa no salão de baile inundado. Lara, no banco do passageiro, tremia incontrolavelmente, o corpo finalmente cedendo ao choque e à adrenalina. No banco de trás, Gabriel era uma estátua de vigilância, os olhos varrendo as ruas vazias, procurando por faróis que não deveriam estar ali, por sombras que se moviam rápido demais.
Eles não