A cidade de Santos recebeu Gabriel com uma bofetada de ar úmido e o cheiro forte de sal e diesel. Era um lugar de trabalho, de movimento constante, um formigueiro de contêineres e guindastes que se moviam em uma dança industrial lenta e poderosa. Era um lugar onde fortunas eram feitas e onde coisas — e pessoas — podiam desaparecer com uma facilidade assustadora. Um lugar perfeito para um homem como Jean-Pierre Fournier.
Gabriel não foi para um hotel. Ele alugou um pequeno quarto nos fundos de u