A manhã de sábado nasceu cinzenta e úmida, envolvendo São Paulo em um abraço melancólico. No pequeno apartamento no centro, o ar era denso com uma intimidade estranha. A confissão de Gabriel na noite anterior não havia quebrado a tensão; havia-a transformado. O medo que Lara sentia dele, embora ainda presente, agora era matizado por uma complexa camada de empatia. Ela o via não apenas como a origem de seu pesadelo, mas como um prisioneiro dele, assim como ela.
Acordaram com os sons da cidade de