O silêncio que Gabriel deixou para trás era mais barulhento do que qualquer grito. Marina ficou parada na calçada por um tempo que não soube medir, a escultura de argila fria em suas mãos, o som do próprio coração pulsando em seus ouvidos. O mundo ao seu redor — as árvores, as casas, a luz amarela do poste — parecia o mesmo, mas era como olhar para um cenário de teatro. Ela agora sabia, ou temia saber, o que se escondia por trás da cortina.
Sua primeira reação foi a negação. Um mecanismo de def