A espera foi uma forma de tortura que Gabriel conhecia bem. No quarto impessoal do motel, cada minuto se arrastava com o peso de uma hora. Ele não sabia se Marina ligaria. Havia uma chance enorme de ela simplesmente quebrar o celular, ir à polícia ou se esconder, tentando apagar da memória o encontro com um estranho assustador. Ele havia apostado tudo em uma única conversa, em uma única interpretação do caráter de uma mulher que ele não conhecia. Se estivesse errado, seu plano estaria em ruínas