A rua do ateliê de cerâmica era um oásis de calma na selva de São Paulo. Árvores antigas ladeavam a calçada, e as casas, com suas luzes amareladas e jardins bem cuidados, respiravam uma tranquilidade que Gabriel achou quase obscena. Ele chegou uma hora antes do fim da aula de Marina, movendo-se pelas sombras com uma paciência que beirava a meditação. Ele não era mais o caçador no telhado, mas um predador no nível da rua, e o terreno era muito mais perigoso.
Ele escolheu seu ponto de espera: o vã