O silêncio daquela manhã não era paz.
Era cálculo.
Guilherme estava sentado à mesa do escritório, a camisa ainda aberta no primeiro botão, o celular virado para baixo como se pudesse morder. Eu sabia reconhecer aquele estado: não era raiva, nem tristeza. Era quando ele juntava os pedaços antes de decidir como seguir.
— Dois contratos suspensos — disse, sem me olhar. — Não cancelados. Suspensos.
“Até esclarecimentos.”
A frase vinha carregada de algo pior do que prejuízo: desconfiança.
Aproximei-