De manhã, Guilherme estava diferente.
Não era raiva.
Era concentração — como quem segura o próprio coração com as duas mãos para ele não cair.
Eduardo chegou cedo.
— Já está feito — disse, direto. — Contratei mais um investigador. Independente.
Ele vai seguir o rastro do dinheiro da entrevista. Se alguém pagou, aparece.
Guilherme assentiu, sem levantar os olhos.
— E a gravidez? — Renata perguntou.
— Também. — Eduardo respondeu. — Ou ela prova… ou se enrola sozinha.
Catarina apareceu com o notebook.
— A Bárbara está insistente. Liga para todo mundo. Diz que está com medo.
Que só quer paz.
Paz.
Todos ficamos em silêncio por um segundo.
Foi quase irônico.
Depois do almoço, o portão tocou.
— É a Bárbara — avisou o segurança. — Diz que precisa falar pessoalmente.
Guilherme respirou fundo.
— Eu vou até o jardim. Portão fechado.
Nós ficamos à distância.
Ela estava perfeita — no limite do frágil.
— Eu não vim brigar — disse. — Eu só… não aguento mais exposição.
— Então pare de inventar histór