Existem pessoas que confundem “amar” com “possuir”.
E, quando perdem o controle, escolhem a violência.
Naquela tarde, as crianças estavam na escola. A casa estava mais silenciosa do que o normal — Dona Mirtes cozinhava, Seu Sebastião cuidava das plantas, Guilherme estava no escritório com relatórios espalhados.
Eu precisei sair rapidinho — uma ida curta à farmácia do bairro.
Nada demais.
Ou assim eu pensei.
Voltei a pé, sacola pequena na mão, mente longe — até sentir aquela sensação antiga: o a