Há homens que não suportam perder.
Não porque amam — mas porque precisam controlar.
Rogério era um desses.
Eu já tinha apagado o número dele, bloqueado redes, mudado rota de ônibus.
Mas internet tem braços longos — e alguém resolveu colocar meu nome onde eu nunca quis estar.
Foi numa noite qualquer. As crianças dormiam. Guilherme revisava documentos com Eduardo na sala, Renata passando café e Dona Mirtes cortando bolo como quem participa de reunião silenciosa.
Meu celular vibrou.
Número desconh