O som da respiração dele atravessou a linha antes mesmo que eu conseguisse falar.
Não era pressa.
Não era raiva.
Era algo mais profundo.
Algo perigoso.
— Você atendeu — Kael disse, sem tentar mascarar a satisfação na voz.
Meu coração pulou no peito.
— Eu não ia fugir pra sempre — respondi, tentando manter firmeza.
— Ainda bem — ele murmurou. — Porque fugir… nunca foi a sua natureza.
Engoli seco.
— O que você quer, Kael?
Houve uma pausa — e eu quase pude sentir o jeito que ele passava