O clima parecia prestes a desmoronar desde o instante em que Elara saiu correndo pela porta. Tudo nela tremia — as mãos, os pensamentos, o coração. Cada passo era uma tentativa desesperada de respirar, de entender o que estava vivendo… ou sobrevivendo.
O corredor estava vazio, mas por dentro ela estava lotada: de medo, de culpa, de raiva — e daquilo que mais odiava admitir: desejo.
— Elara! — a voz de Kael ecoou atrás dela.
Ela parou, mas não olhou para ele. Sabia que, se encarasse, perderia