Elara entrou no prédio como alguém que já não esperava ser reconhecida. Não houve olhares desviados nem cochichos explícitos — o que a incomodou mais. O silêncio institucional tinha um peso próprio. Era o tipo de neutralidade que só aparece depois que uma decisão foi tomada e digerida.
Seu acesso ainda funcionava, mas limitado. A tela inicial do sistema confirmou o óbvio: permissões reduzidas, áreas bloqueadas, relatórios agora “sob supervisão”. Nada fora anunciado oficialmente, e ainda assim t