Elara percebeu que havia perdido algo antes mesmo de alguém dizer em voz alta.
Foi na forma como a sala a recebeu — não com silêncio, mas com uma atenção diferente, afiada demais. Não havia hostilidade aberta, tampouco apoio. Apenas aquele olhar calculado que pesa, mede e já decidiu metade da sentença. O conselho não a chamara para ouvir explicações. Chamara para registrar um deslocamento.
Ela se sentou com a postura intacta, mãos apoiadas na mesa de vidro, coluna ereta. Por fora, controle. Por